VERGONHA: SEDE DA SECRETARIA DE CULTURA DE VOLTA REDONDA VIRA DEPÓSITO DE CERVEJA

Moa guardou caixas e mais caixas de bebida alcoólica na SMC, durante quase uma semana


A SMC (Secretaria Municipal de Cultura) é um espaço destinado a tudo aquilo relacionado a manifestações culturais, arte, debates e discussões que impulsionem o movimento artístico, certo? Errado. Pelo menos, na visão da prefeitura local, Volta Redonda não tem regras de bom senso, ética nem de respeito à população. O prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) finge que não vê todas as irregularidades cometidas pelo secretário municipal de Cultura, Moacir Carvalho de Castro Filho, o Moa. Esse senhor pode tudo, até transformar a SMC em depósito de bebida alcoólica, como mostra a foto que ilustra este texto. 

Sim, meus queridos, Moa guardou na sede da SMC, na Ilha São João, toda essa cerveja durante quase uma semana. A bebida ficou lá, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, sem que ninguém fizesse absolutamente nada. Essas caixas de cerveja sobraram da farra que ele promoveu após um desses shows realizados pela Secretaria de Cultura. A bebida alcoólica que aparece na foto foi comprada para alegrar Moa e sua turma em um evento que durou três dias, realizado há cerca de três anos. Mas, de lá para cá, parece que nada mudou. E ele ainda manteria o hábito de comprar um estoque de cerveja, uísque e energético para os amigos que ficam no camarote com toda mordomia, enquanto rola o show.

De onde vem o dinheiro?
Toda essa cerveja mostrada na foto eles levaram para casa e beberam em festas particulares. De onde vem esse dinheiro? Não se sabe. Ou melhor, sabe-se, sim. No entanto, mesmo que a grana saia do bolso do secretário de Cultura, ele não tem o direito de estocar bebida alcoólica na SMC. O que existe de concreto, e há documentos que provam isso, é que eram realizados projetos (e ainda são) para captar recursos para a Cultura. Cada evento rendia em média, naquela época, R$ 270 mil. Uma parte desse dinheiro tinha destino “G”, outra ia para “D” e mais um percentual era destinado a “R”. Cabia a “M”, que era do RH e foi transferido para a FBG (Fundação Beatriz Gama), cuidar de todo o esquema. 

Pode até ser que “G”, “D” e “R” sejam projetos culturais e a população não saiba. Só que a cidade nunca viu tais programas colocados em prática. O que se sabe é que, no camarote com os amigos, Moa sempre realiza as suas cervejadas, com direito a uísque 12 anos e bebidas caras. Enquanto isso, os artistas da cidade ficam sem nada para comer, alguns vão até a pé para casa, por falta de dinheiro. E todos têm que assinar RPA para receber (quando recebem) aquela mixaria. Há casos de artistas que estão sem receber há dois anos, como eu já denunciei aqui. E deu no que deu.

Texto de Cláudio Alcântara

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