Denúncias de nomeações fantasma em Resende

Via Band

Algumas denúncias foram feitas suspeitando de nomeações fantasmas na prefeitura de Resende, no sul do estado do Rio. Profissionais sem concurso público recebem cargos em projetos esportivos que sequer saíram do papel. Os salários podem passar dos R$ 3 mil.

Em uma área que foi destinada ao Parque Aquático da cidade, nenhum tijolo é encontrado. Na Vila Olímpica, máquinas e caminhões jamais chegaram e o Centro de Treinamento de Lutas não passa de um terreno baldio.

O Ministério do Esporte aprovou cerca de R$ 2 milhões para os investimentos em Resende, no Sul Fluminense. Por enquanto, nenhum projeto saiu do papel, mas os dirigentes e coordenadores dos locais já foram nomeados e estão recebendo por isso. Em 18 de janeiro, um dos atos promoveu o professor de educação física Anderson Samuel da Costa a chefe do Parque Aquático, que não existe.

Em 22 de fevereiro, Jorge Alexandre Martins se tornou Chefe de Setor de Ginástica Poliesportivo. Ele é comerciante e se dedica aos negócios particulares.

Enquanto isso, equipes esportivas inteiras sofrem com a falta de apoio. Há um ano e meio, o time de futebol da cidade tenta sobreviver sem recursos.

A prefeitura de Resende não informa o número exato de nomeações. A estimativa é que passem de mil e quinhentas. Numa delas uma atleta de vôlei de praia, da Confederação Estadual de Pernambuco, conquistou o cargo de assessora executiva. Ela só pediu exoneração com a polêmica criada nas redes sociais.

Diversos ocupantes dos novos postos não são concursados e já estão recebendo salários que podem passar dos R$ 3.600,00.

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