PROFESSORA FAZ GREVE DE FOME NA PORTA DA PREFEITURA DE VOLTA REDONDA



A professora Marilene Souza Goes dos Santos, 49 anos, iniciou, às 8h30min desta segunda-feira (dia 1º), greve de fome como forma de protesto contra a política salarial da prefeitura de Volta Redonda. “Tivemos 200% de perda nos últimos 16 anos, por isso recebemos um salário de miséria”, afirmou a educadora, que trabalha no Colégio Municipal José Fontes Torres, localizado no bairro São Luiz. A reportagem é do jornal Folha do Aço.

Munida de um cartaz, ela cobra uma maior valorização do governo municipal. “Há 22 anos trabalho como professora da prefeitura e a cada ano venho perdendo mais nos meus vencimentos. O prefeito não dá os 10% de reajuste, não incorpora o abono de R$ 200 nem cumpre o PCCS. Se isso é inviável, que ele (Neto) pelo menos apresente uma proposta digna”, destacou Marilene, que trabalha com turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
Na noite da última quinta-feira (dia 28), o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) fez uma nova proposta aos sindicatos que representam o funcionalismo da cidade do aço. No encontro realizado na sede do governo, Neto ofereceu reajuste de 4% nos salários. Além disso, a prefeitura está disposta a considerar o abono de R$ 200 que o município paga aos seus funcionários. A proposta será discutida logo mais, às 18h, pela categoria. Na proposta anterior, o governo havia oferecido 6% de reajuste a partir do dia 1º de abril e mais 4% em agosto, caso até julho não implantasse o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

“Irei prosseguir nessa greve de fome até meu corpo aguentar”, assegurou a professora Marilene. A greve do funcionalismo completa 34 dias nesta segunda.

fonte: Jornal Fato Popular

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